quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Goiás perde de virada para o Peñarol, mas deixa crise de lado e avança

Em momento complicado no Campeonato Brasileiro, Esmeraldino é batido por 3 a 2, mas se classifica para as quartas de final da Copa Sul-Americana


O Goiás deixou a crise de lado, nesta quarta-feira, e deu um importante passo na direção de uma vaga na Taça Libertadores de 2011. Mesmo derrotado por 3 a 2 pelo Peñarol, no Centenário, em Montevidéu, o Esmeraldino - que amarga a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro – conquistou a inédita classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana, já que venceu a partida de ida, no Serra Dourada, por 1 a 0. Após abrir o placar, com Rafael Moura, na etapa inicial, os brasileiros viram os donos da casa virar o jogo antes do intervalo. Mas um gol heroico de Carlos Alberto, no segundo tempo, deixou o time do técnico Jorginho mais perto da vaga, que nem a bomba de Martinuccio, nos minutos finais, foi capaz de tirar.

O próximo adversário do Goiás será o vencedor do duelo entre Avaí e Emelec, do Equador, que se enfrentam nesta quinta, na Ressacada - no primeiro jogo, a equipe catarinense perdeu por 2 a 1.

goiás comemora gol contra o penarol
Jogadores do Goiás comemoram no estádio Centenário, em Montevidéu (Foto: AFP)


He-Man faz gol de placa; uruguaios viram

Apesar do previsível início, com os donos da casa pressionando por conta da derrota em Goiânia, a primeira etapa foi repleta de surpresas para as duas equipes. Com o Peñarol se lançando à frente, o Goiás teve boas oportunidades em contra-ataques.

Aos uruguaios, faltava qualidade nas investidas ao gol de Harlei. A primeira surpresa da partida veio aos 16, no lançamento na medida de Marcão para Rafael Moura, dentro da área uruguaia. O He-Man dominou no peito, fintou de uma só vez dois marcadores e o goleiro e, de canhota, estufou as redes. Um gol de placa para deixar os esmeraldinos confortáveis e confiantes na classificação.

Sem outra opção, o Peñarol foi atrás dos três gols necessários para seguir vivo na competição. E antes do apito final, completou boa parte da tarefa. Aos 37, Ramis recebeu na direita, e Valmir Lucas cortou de cabeça. Da entrada da área, Dario Rodriguez fez o domínio e chutou. A bola desviou no meio do caminho, e mesmo assim Harlei defendeu, no susto. Caído no chão, o camisa 1 pouco pôde fazer quando Corujo apareceu por entre os defensores e aproveitou o rebote para empatar.

A pressão dos mandantes só fez aumentar. Aos 43, após cobrança de lateral para a área, Ernando rebateu muito mal, para a entrada da área, e deu a Marcelo Sosa a oportunidade perfeita para mandar uma bomba rasteira, no canto esquerdo de Harlei, e virar o jogo.

Expulsão e gol heroico no contra-ataque

O técnico Jorginho fez apenas uma alteração no intervalo: Everton Santos no lugar de Bernardo. Mas o jogador só ficou em campo por 11 minutos. Com três minutos de bola rolando, o meia recebeu o cartão amarelo por falta na intermediária, e aos 11 foi imprudente em disputa de bola com Guillermo Rodriguez, atingindo o rosto do zagueiro uruguaio com um chute: segundo amarelo e expulsão.

Por conta do cartão vermelho, provavelmente pensando em reforçar a marcação, o técnico Jorginho chamou aquele que seria o herói da partida e trocou Felipe – em noite de atuação apagada - por Carlos Alberto.

sosa e douglas, penarol x goiás
Marcelo Sosa disputa a bola com Douglas: time
uruguaio venceu de virada (Foto: EFE)

Com um a mais e precisando de um gol para se classificar, o técnico Manuel Keosseian pôs outros três atacantes em campo. Mejía, Diego Alonso e Palácios. Mas a falta de qualidade voltou a segurar o ímpeto dos uruguaios.

Aos 31, saiu o lance decisivo do jogo. Harlei cobrou tiro de meta com um chutão para frente, Rafael Moura desviou de cabeça, e a bola foi parar nos pés de Carlos Alberto, pela esquerda. O volante deixou Guillermo Rodriguez para trás, invadiu a área e bateu cruzado para deixar tudo igual no placar: 2 a 2.

O Peñarol não se entregou. Precisando de mais dois gols para avançar, o time chegou à metade do caminho, aos 39. Após levantamento na área goiana, Martinuccio aproveitou a sobra e chutou forte no canto esquerdo de Harlei. O terceiro gol uruguaio incendiou o fim da partida e obrigou os esmeraldinos a redobrar as atenções. Mas o apito final do árbitro Carlos Amarilla fez nascer novo ânimo no time do Centro-Oeste para o restante da temporada.

Fonte: globoesporte.com

Galo perde na altitude colombiana, mas avança e encara o Palmeiras

Foi no sufoco. E meio sem ar. Mas o importante é que o Atlético-MG, com apenas três jogadores no banco de reservas, superou a pressão do Santa Fé e a altitude colombiana para sair de Bogotá com a classificação garantida para as quartas de final da Copa Sul-Americana. O Galo perdeu para o Cardeal por 1 a 0, gol de Félix Noguera, mas assegurou a vaga graças à vitória por por 2 a 0 no jogo de ida, em Sete Lagoas. A equipe mineira agora tem pela frente o Palmeiras, que eliminou o Universitario Sucre.

Antes, porém, o Atlético tem um compromisso importantíssimo pelo Campeonato Brasileiro. Na luta para deixar o Z-4, encara o arquirrival o Cruzeiro, líder da competição, no próximo domingo, às 18h30m (de Brasília), no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Ao Santa Fé, resta o Campeonato Colombiano, do qual é líder e já garantido na próxima fase. O próximo adversário é o Deportivo Cúcuta, em Cúcuta.

Falta de talento comlombiano

Como era previsto, pois já entrou em campo perdendo por 2 a 0, o Santa Fé começou quente em cima do Atlético. O Galo visivelmente poupava energias, pois atuava na altitude de 2.640m acima do nível do mar e só tinha dois jogadores de linha no banco de reservas. A pressão colombiana foi aumentando com o passar do tempo, e o Santa Fé chegou a abrir o placar, aos dez minutos, com Seijas, mas o gol foi corretamente anulado.

Enquanto Anchico, Otálvaro e Rodas tentaram chutes ao gol e levaram muito perigo a Renan Ribeiro, o maior problema do Galo era não segurar a bola no campo de ataque. Méndez e Diney erravam muitos passes, e os laterais Diego Macedo e Fernandinho eram figuram de decoração até aquele momento.

O ânimo do time colombiano foi arrefecendo em torno dos 30 minutos, mas o Galo não soube aproveitar o bom momento, e o Santa Fé novamente cresceu no jogo. No entanto, mas não tinha competência para abrir o marcador. O jogo se arrastou moroso até o fim do primeiro tempo, num 0 a 0 que acabou sendo justo, pelo pouco poder de finalização dos donos da casa.

Gol e pressão

O Santa Fé voltou para o abafa no segundo tempo, perdendo duas boas chances antes do dez minutos, ambas originárias de bolas alçadas na área. Os colombianos seguiram pressionando e tentando a jogada aérea. Aos poucos, o Galo foi conseguindo se equilibrar em campo, o que forçou o Santa Fé a buscar outras alternativas de ataque. E foi aí que conseguiu achar o gol.

Aos 15, o lateral esquerdo Félix Noguera arrancou da defesa e acertou um belo chute de fora da área. A bola foi no cantinho direito, sem chances de defesa para Renan Ribeiro. O gol incendiou de vez o El Campín, e a torcida passou a incentivar os anfitriões ainda mais ostensivamente. O time colombiano partiu pra cima, mas começou a dar espaços para os contra-ataques do Atlético.

Fui num lance assim que o Galo quase empatou, cinco minutos depois. Fernandinho arrancou livre pela esquerda e errou na hora de fazer o cruzamento. O goleiro Agustín Júlio saiu bem e fez a defesa. O Santa Fé seguia no campo de ataque, e o Atlético se defendia como podia, apelando sem pudor para os chutões.

Com o fôlego chegando ao fim, o Galo teve de abdicar dos contra golpes. Dos 30 minutos em diante, a principal figura do jogo passou a ser o goleiro Renan Ribeiro, que salvou a equipe em pelo menos três ocasiões. O jogo caminhou dramático até o fim, para ambos os lados. E se o Santa Fé não conseguiu o gol que o classificaria, os jogadores do Atlético comemoraram muito uma classificação suada, conquistada à base de muita raça e pouco ar nos pulmões.


Fonte: globoesporte.com

No jogo do apagão, Palmeiras vence o Sucre e avança na Sul-Americana

O Palmeiras não encontrou dificuldades para passar pelo Universitario de Sucre e avançar às quartas de final da Copa Sul-Americana. Na partida que começou na noite de quarta-feira e avançou até mais de 30 minutos da quinta, o Alviverde fez 3 a 1 no time boliviano e se garantiu com folga na próxima fase da competição - na partida de ida, o Verdão venceu por 1 a 0. Nem mesmo um apagão, que durou 32 minutos, esfriou o time paulista - um gerador do estádio queimou, ocasionando a paralisação da partida para que as luzes fossem acesas novamente.

O resultado mantém o Palmeiras embalado. Já são oito partidas de invencibilidade - cinco vitórias e três empates, entre jogos do Brasileiro e do torneio continental. E aquece para o clássico do fim de semana, contra o Corinthians, às 16h (de Brasília), no Pacaembu.

Na próxima fase da Sul-Americana, o Alviverde enfrenta o Atlético-MG, que na noite desta quarta perdeu para o Santa Fé, da Colômbia, por 1 a 0, mas ainda assim se classificou para a etapa seguinte - o time de Dorival Júnior fez 2 a 0 no primeiro confronto. O primeiro jogo entre os times brasileiros será na próxima quarta-feira, com mando do Galo - a partida de volta está marcada para o dia 10 de novembro.

Passeio palmeirense em Barueri

Reforçado por Valdivia, atleta que até um dia antes do jogo estava descartado por sentir dores na parte posterior da coxa esquerda, o Palmeiras não teve problemas para ampliar a sua vantagem sobre os bolivianos. Logo aos 11 minutos, o time de Luiz Felipe Scolari abriu o placar. Em cruzamento preciso de Gabriel Silva, Kleber, sem marcação, fez 1 a 0 para começar a aquecer as arquibancadas geladas da Arena Barueri. Sem encontrar muita resistência do sistema defensivo do Universitario de Sucre, logo o Alviverde aumentou a conta.

Novamente com cruzamento de Gabriel Silva, Luan completou contra a meta de Lampe, que nada pôde fazer, aos 27. O segundo gol da noite fazia com que o trabalho do Sucre ficasse ainda mais complicado. Já eram três gols de diferença para que a equipe boliviana conseguisse reverter a vantagem do Alviverde.
Kleber PalmeirasPalmeirenses comemoram com Kleber o primeiro gol sobre o Universitario de Sucre (Foto: Reuters)



Na única boa chance que teve, o Sucre assustou com um chute de Lima, que obrigou Deola a se esticar todo para espalmar por cima da meta. Se o arqueiro alviverde resolvia quando exigido, Lampe tentava complicar ainda mais as coisas para a sua equipe. Desajeitado, ele agarrou Tinga na intermediária, mas só foi advertido com um cartão amarelo. Na cobrança da falta, Marcos Assunção mandou para fora. Mas as cobranças certeiras do volante não faziam falta naquele momento. Os 3 a 0 no placar agregado já praticamente garantiam o Palmeiras nas quartas de final da Sul-Americana. A comemoração era questão de tempo para os torcedores.


Apagão em Barueri e mais gols

Com apenas um minuto do segundo tempo, a partida precisou ser paralisada na Arena Barueri. Um dos geradores do estádio queimou, fazendo com que parte da iluminação apagasse. Durante os 32 minutos em que o jogo ficou parado, houve de tudo. Tanto os jogadores do Universitario de Sucre quanto do Palmeiras vestiram os agasalhos, fizeram roda de bobinho e um aquecimento. Sem ter o que fazer, Felipão passou a ser alvo da comissão do time boliviano, que, sem cerimônia, se dirigiu ao brasileiro para tirar fotos e tietar.
apagão Palmeiras x SucreJogadores do Palmeiras batem bola e se aquecem enquanto a luz não voltava completamente (Foto: AFP)



Depois de mais de meia hora de paralisação, o Palmeiras voltou com o mesmo apetite. Na primeira chance que teve, Kleber tentou fazer o seu segundo na partida, mas Lampe desviou para fora, livrando os bolivianos de levarem o terceiro gol.


O Universitario de Sucre, que pouco chegava ao gol de Deola, resolveu movimentar o marcador depois de um breve apagão do sistema defensivo palmeirense. Aos 16, após cruzamento da esquerda, Cirillo, que havia acabado de entrar, subiu mais alto que a zaga alviverde e fez 2 a 1.

Mas não demorou para o Palmeiras retomar o rumo das coisas em Barueri. Em cobrança de falta de Assunção, Danilo fez 3 a 1 para o time da casa, aos 24. Foi o quarto gol de cabeça da partida. Com a boa vantagem no placar, o sonho de reencontrar a Libertadores da América segue vivo. E aceso.

Fonte: globoesporte.com